“Pantera Negra” – Crítica O Lado Cinéfilo Da Força

"Pantera Negra" (Black Panther 2018 ) é o mais novo filme de heróis do MCU (Marvel Cinematic Universe), e o último filme que vai fechar as histórias antes do tão esperado "Guerra Infinita", que estreia no dia 26 de Abril de 2018. O filme é dirigido por Ryan Coogler ("Creed: Nascido para Lutar" e "Fruitvale Station: A Última Parada") e conta a história de T’Challa. Após a morte de seu pai, o Rei de Wakanda, volta para sua terra, que para o “mundo exterior” é vista apenas como um país pobre de terceiro mundo, mas, na verdade, é uma grande cidade, muito mais desenvolvida que os outros países. Com tecnologias muitíssimo avançadas que utilizam o metal mais valioso da Terra, Vibranium, que tem a maior concentração no mundo abaixo da cidade, o que poderia trazer olhares indesejáveis e invejosos de estrangeiros.

T’Challa (Chadwick Boseman) tem o auxílio de Nakia (Lupita Nyong'o), uma espiã de Wakanda com um sentimento de “lobo solitário”, Okoye (Danai Gurira), a general da guarda real, e Shuri (Letitia Wright), sua irmã que cuida de toda a parte tecnológica de Wakanda. Cada uma tem o seu papel importante na história e também no desenvolvimento de T’Challa para ser um líder melhor. As atuações, de forma geral, estão ótimas. Cada personagem traz sua densidade e seu papel para a história sem a necessidade de contar demais sobre cada um deles. O filme tem apenas uma pequena introdução contando a história de Wakanda, que não atrapalha nem um pouco a narrativa, mesmo sendo o primeiro filme solo, e não traz a necessidade de uma história completa de origem.

O filme usa e abusa de CGI em praticamente todas as suas cenas, trazendo tecnologias impossíveis, cidades inteiras e multidões. Em algumas poucas cenas do filme, o CGI chega a ser desnecessário, e poderia ser evitado por uma mudança de roteiro, e, em outras, um pouco datado. O melhor exemplo são as cenas com rinocerontes, em que quase se pode ver o recorte do animal com o resto do filme. Fora isso, o filme, visualmente, é muito bonito e envolvente.

Se tratando de um filme da Marvel, que é conhecida por ter “piadas demais”, "Pantera Negra" se destaca por ser um dos, se não o, enredos mais sérios e políticos desses 10 anos e 18 filmes de MCU. A narrativa tem suas piadas e alívios cômicos, mas que não atrapalham em nenhum momento.

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As motivações de Killmonger (Michael B. Jordan) são muito compreensíveis, ainda que não seja possível concordar com os métodos extremos que ele usa para executar sua ideia de mundo. Quando ele está em seu momento, não há espaço para o tradicional humor ou piadinhas. A causa dele se mostra uma das mais sérias vindas de um vilão de super-herói, assim como suas críticas ao colonialismo e a sua extrema determinação para alcançar seus objetivos.

Por se passar na África, o filme tem em sua maioria atores negros, o agente da CIA Everett K. Ross (Martin Freeman) e o vilão Ulysses Klaue (Andy Serkis, em uma das poucas vezes que podemos ver o rosto do ator em suas atuações) são praticamente os únicos atores brancos no longa, o que não causa nenhum estranhamento no público e mostra que, obviamente, talento não está na cor. O termo ideal para a obra não seria inclusão, mas representatividade e protagonismo, com seus atores e atrizes negros e negras.

"Pantera Negra" se torna um dos melhores filmes do MCU e um dos melhores filmes de origem desde "Homem de Ferro", e traz um sentimento de realização para os fãs de filmes de herói, oferecendo todos os elementos mínimos para esse gênero e levando a um próximo nível.

Leva 9 (Nove) sabres de luz na avaliação.

May the movie be with you.

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