“Star Wars Os Últimos Jedi” – Crítica O Lado Cinéfilo da Força – sem spoilers

“Breathe. Just... breathe. Now reach out. What do you see?”

Com essa frase, o teaser trailer de Star Wars Os Últimos Jedi nos conduziu em meditação para imaginar o que viria nesse novo capítulo da trilogia.

Em outubro, o trailer oficial nos desafiou a deixar o passado morrer e escolher nosso destino, estabelecendo assim o que poderíamos esperar do filme dirigido por Rian Johnson.

O Episódio VII nos apresentou a novos personagens - a sucateira Rey, o ex-Stormtrooper Finn, o piloto Poe, o droid BB-8 -, trouxe de volta velhos conhecidos - a General (mas eterna Princesa) Leia, a dupla dinâmica Han Solo e Chewbacca e o irreconhecível C-3PO - e nos apresentou a novas ameaças - a Primeira Ordem, capitaneada por Armitage Hux, Phasma e Kylo Ren, todos a serviço do misterioso Líder Supremo Snoke. Notadamente desaparecidos, os queridos R2-D2 e Luke Skywalker compunham o grande enigma que ditaria os eventos daquele episódio: o que houve com o famoso Jedi e onde ele está?

Rian Johnson definitivamente criou um filme de Star Wars como nunca se viu. “Isto não vai acabar como você pensa” é a frase mais verdadeira dos trailers, já que o Episódio VIII transforma tudo o que achávamos que sabíamos sobre a Força e os Jedi. Se O Despertar da Força foi criticado por ser excessivamente parecido com Uma Nova Esperança, Os Últimos Jedi se distancia por completo da narrativa a que estamos acostumados e vira a mitologia de Star Wars de cabeça para baixo.

Muitos dos elementos presentes e sugeridos nos trailers e no filme serão discutidos décadas a fio, e "Os Últimos Jedi" mantém dúvidas suficientes para manter as teorias de conspiração correndo soltas, mas nos traz respostas suficientes sobre coisas como quem é Rey, quem é Snoke, o que houve com Luke Skywalker.

O equilíbrio, tão central ao material promocional, é o ponto alto desse filme, que combina comédia, drama, ação e mesmo romance, sem pesar a mão em nenhum destes aspectos. Mas nem tudo são louros, e assim como seu precursor, o Episódio VIII tem problemas com seus vilões, que definitivamente não são aquilo que parecem, e a trajetória de alguns dos personagens – novos e antigos – serão objeto de debates ferrenhos entre fãs.

Apesar disso, o desenvolvimento dos arcos de Rey e Kylo Ren é surpreendente e traz algumas das maiores - e potencialmente mais controversas - novidades em termos do uso da Força. Rian Johnson, frequentemente, afirmou que os dois são os protagonistas desta nova trilogia e isto fica ainda mais claro neste Episódio.

Como não podia deixar de ser, "Os Últimos Jedi" nos apresenta a novos mundos, criaturas e personagens. E Rose Tico e a Almirante Holdo são algumas das melhores surpresas deste filme, e a relação desta última com o piloto-prodígio, Poe Dameron, traz uma tensão a que não estamos acostumados quando o assunto é a Resistência (ou sua geração anterior, os Rebeldes).

Evidentemente o ponto alto emocional do filme é a participação da General (eterna Princesa) Leia, que neste filme ressoa toda a sua trajetória – realeza, política, rebelde, mãe, militar – e guia com ternura, mas determinação, as suas crianças, a Resistência.

O filme traz ainda uma atuação marcante de Mark Hamil, finalmente de volta em ação como Luke Skywalker, que merece ser tratada em detalhes em um review completo, com spoilers.

Uma única sessão não é suficiente para absorver tudo o que "Star Wars Os Últimos Jedi" tem para nos mostrar – e é por isso que este review termina aqui, ainda sob o impacto da primeira sessão, à espera das próximas sessões para podermos discutir a fundo as questões mais polêmicas deste novo episódio.

Leva 9 (Nove) sabres de luz na avaliação.

May the movie be with you.

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