Tomb Raider: A Origem – O Lado Cinéfilo da Força

Tomb Raider: A Origem pode ser o primeiro filme a quebrar a maldição dos videogames - que por tradição, sofrem na adaptação para o cinema (né, Assassins Creed?).

Para aqueles que duvidaram que a Alicia Vikander pudesse convencer como Lara Croft, fiquem tranquilos. Lara é forte (trincada, eu diria), fica descabelada, suja e não usa maquiagem ou shortinho e cropped top. A fisicalidade de Alicia Vikander neste filme convence que ela seja capaz de superar cada um dos obstáculos a enfrentar - sem fazer dela uma Mary Sue. Lara apanha, cai, se machuca mais vezes do que se esperaria de uma heroína de um filme de ação. E por isso mesmo, a sua jornada parece real.

É extremamente satisfatório ver um filme com uma protagonista mulher que não tem um único segundo de serviço ao olhar masculino. Lara Croft não tem tempo para sensualizar à beira de um rio enquanto limpa seus machucados. Nas palavras de seu pai, ela tem um trabalho a fazer.

O filme gira em torno do trauma de Lara após o desaparecimento de seu pai, interpretado por Dominic West e a sua busca por respostas sobre as circunstâncias trágicas deste evento, com elementos de Código DaVinci e Indiana Jones.

O vilão principal, Mathias Vogel, interpretado pelo incrível Walton Goggins é uma engrenagem em algo muito maior do que ele, e segue ordens com que pode até discordar mas isto é “parte de seu trabalho”, o que o faz crível – e assustador. Ele não tem um plano maléfico, não é um psicopata ou quer dominar o mundo, ele está só fazendo o seu trabalho, custe o que custar.

Lara Croft: A Origem é um filme de origem bem executado, introduz uma nova geração à personagem sem lhe custar a essência, atendendo também aos fãs dos jogos.

Nota do filme: Oito sabres de luz.

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