Guerra nas Estrelas. Finalmente Podemos Falar do Episódio VIII (Parte 3) Crítica O Lado Cinéfilo Da Força

Vamos agora falar dos problemas presentes no Episódio VIII. Em primeiríssimo lugar, Snoke… o grande mestre vilão já morre no segundo filme da nova trilogia e nada se sabe do passado dele? Essa coisa ficou um tanto complicada. Os defensores do filme nas redes sociais argumentam que o Imperador aparece na trilogia clássica também sem uma explicação bem fundamentada do seu passado. O problema é que, agora, existem uma série de referências das trilogias anteriores e esse argumento fica um tanto furado. Uma coisa que o fã de “Guerra nas Estrelas” quer é testemunhar, nos filmes principais do cânone, as ligações entre essa nova trilogia e as mais antigas. Assim, quando a gente vê um vilão novo como o Snoke, a gente automaticamente especula sobre sua origem. Há alguma relação entre Snoke e Palpatine? Ou com Vader? São perguntas que inevitavelmente surgem na nossa cabeça e que a gente torce que sejam respondidas. E, de repente, o cara é partido ao meio com um sabre de luz e morre com a língua para fora… bom, eu espero que, mesmo morto, ainda se faça alguma referência sobre a origem do Líder Snoke no Episódio IX ou, caso contrário, será uma grande decepção, a meu ver.

R2D2 no ferro velho…

Uma segunda coisa que me incomoda é a tal da passagem do bastão entre a geração mais antiga e a geração mais nova. Creio que isso está sendo feito de uma forma um tanto abrupta. Primeiro, foi a morte de Han Solo no episódio anterior, algo que já incomodou muita gente. Mesmo que houvesse um desejo do Harrison Ford com relação a isso, não era necessário matar o personagem. É só criar algo que tire o personagem de cena e pronto. Agora, nesse filme, senti que personagens como Chewbacca, C3PO e R2D2 foram tratados de uma forma muito periférica, principalmente este último, que teve participações marcantes e decisivas nas duas trilogias anteriores. Seria muito legal ver R2 interagindo mais com BB8, algo que mais uma vez não aconteceu nesse filme.

Poe Dameron sem X -Wing…

E aí, surge outra questão: se os personagens antigos passaram o bastão para os mais novos, como os personagens mais novos são aproveitados? A primeira vez que assisti ao filme, achei que a coisa ficou muito estranha para Poe Dameron e para o Finn. Eles pareceram muito mal aproveitados. Na segunda vez que vi a película minha ideia mudou um pouco. Gostei da participação dos dois, com um peso maior para o Finn, sua ligação com Rose e a coisa de atacar de frente os senhores de armas e de escravos. Entretanto, quando o Finn aparece, ainda se deu aquele verniz de alívio cômico que não lhe cai bem (já falei em outros carnavais que prefiro um Finn mais sério). O bom é que isso foi sumindo naturalmente ao longo do filme, o que dá uma nobreza bem maior ao personagem. Agora, eu confesso que fiquei um pouco chateado por terem cortado as asas X de Poe Dameron. Depois da brilhante sequência inicial, muito inspirada na Segunda Guerra Mundial, onde Dameron pintou e bordou com seu X-Wing, a coisa ficou por aí e ele ficou preso naquele cruzador discutindo táticas e disciplina com a Princesa Leia e a vice-almirante Holdo (com boa presença de Laura Dern, melhor que Benicio del Toro, que poderia ter sido muito boa). Tudo bem que Dameron encabeçou até um motim mas, cá para nós, eu queria vê-lo em mais cenas no X-Wing. Isso somente não aconteceu pois, em boa parte do filme, o papel da Primeira Ordem ficou reduzido a enfraquecer o escudo daquele cruzador e esperar que seu combustível acabasse, o que também pareceu demasiadamente simplório. Assim, o Episódio VIII deve ter sido uma decepção para os fãs de X-Wing cujos pilotos são os caras. O filme perdeu muito ao Kylo Ren pulverizar a grande parte deles.

No próximo artigo, falaremos do personagem principal, Luke Skywalker, e dos problemas envolvidos com ele. Até lá.

Benicio del Toro mal aproveitado…

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