“Maze Runner: A Cura Mortal” – Crítica O Lado Cinéfilo da Força

“Todo labirinto tem seu fim.”

No dia 25 de janeiro, estreia nos cinemas brasileiros “Maze Runner: A Cura Mortal”, concluindo a saga iniciada há 4 anos. Com o lançamento adiado em alguns meses, devido a um acidente nas gravações com o protagonista, o filme apresenta um labirinto de mistérios, intrigas, ação e caos.

Thomas (Dylan O’Brien), novamente em conflito com a C.R.U.E.L. (W.C.K.D. no original), uma organização que usa jovens como cobaias para testes com o objetivo de salvar a raça humana, parte em uma jornada até a chamada “Última Cidade” para resgatar seus amigos da Clareira. Mas, em meio ao perigo de invadir o território inimigo, Thomas vislumbra uma possível cura para o Fulgor, um vírus que está destruindo a humanidade, transformando todos em criaturas loucas e sanguinárias, chamados “Cranks”. Nesse apocalipse zumbi juvenil, que recicla a fórmula a partir de novas nomenclaturas, Thomas deverá decidir se confiará na C.R.U.E.L., ou se a destruirá.

Adaptado dos livros do escritor norte-americano, James Dashner, o filme empolga, como é o objetivo de qualquer obra baseado em literatura juvenil. Os personagens são carismáticos e a história é envolvente. Por trás da ficção, há um retrato da realidade, quando os mais poderosos escolhem salvar aqueles que “valem a pena”, ignorando os que se encontram a margem da sociedade e, consequentemente, os mais propícios a contrair o vírus. O poder nas mãos de poucos e a enorme desigualdade social gera revolta popular.

Em meio a várias histórias sobre um mundo pós-apocalíptico, “Maze Runner” inova no caminho que seguiu, expondo mistérios e questionamentos, um enredo que atrai tanto os leitores, já conhecedores da aventura, quanto um novo público para a saga. Apesar de ser uma boa obra dos gêneros de ação e suspense para adolescentes, seu capítulo final deixa um pouco a desejar, apresentando uma narrativa óbvia para filmes apocalípticos. No desfecho do filme, as expectativas diminuem e o público é capaz de adivinhar os próximos passos dos personagens, pois já assistiram determinadas ações, repetidas vezes, no cinema. Faltou para “A Cura Mortal” a originalidade que seus antecessores possuem.

Leva 7 (Sete) sabres de luz na avaliação.

May the movie be with you.

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