“O Touro Ferdinando” – Crítica O Lado Cinéfilo da Força

O Touro Ferdinando” (Ferdinand 2017 – 2018 ) é uma animação dirigida pelo carioca Carlos Saldanha, de Era do Gelo (2002) e Rio (2011).  O filme conta a história de Ferdinando, touro com um temperamento calmo e tranquilo, que prefere sentar-se embaixo de uma árvore e relaxar ao invés de correr por aí bufando e batendo cabeça com os outros. A medida que vai crescendo, ele se torna forte e grande, mas com o mesmo pensamento.

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Ferdinando, dublado originalmente pelo famoso lutador de WWE, John Cena, e aqui no Brasil pelo dublador Duda Ribeiro, vem no “momento certo”, fazendo uma crítica ao machismo, mostrando que mesmo sendo um enorme touro forte você não precisa ser violento, não importa o que os outros achem que você deve ser. Também mostra que “Ser esquisito é normal”, fazendo do filme um exemplo de tolerância apresentado da maneira mais lúdica possível.

Os personagens secundários são cativantes, dando ênfase para a divertida cabra Lupe, dublada originalmente por Kate McKinnon e aqui no Brasil por Thalita Carauta. É interessante também ver a diversidade trazida à tona com diferentes touros, cada um com sua personalidade, personagens que são a cara do “preconceito”, como os belos cavalos que tratam os touros como inferiores, simplesmente, por não serem iguais a eles.

O filme ainda traz um pouco da ideia de direito dos animais, e traz mais uma vez à tona a polêmica sobre as touradas Espanholas, de até onde a tradição pode continuar trazendo sofrimento para os animais e se é, realmente, algo que precisa ser continuado.

No final das contas, a animação é muito bonita e colorida, a história tem seus momentos altos mas acaba se arrastando em outros. O filme tenta trazer um “que” da PIXAR (a empresa Blue Sky, que é produtora do filme, assim como de Rio e Era do Gelo, foi comprada pela Disney), mas acaba falhando. Traz uma bonita história sobre tolerância, mas que não possui aquele diferencial de sofisticação de roteiro que encontramos nos filmes PIXAR. Mas isso não tira o mérito educativo que o filme pode trazer para os jovens Padawans sobre a importância de ser quem você é, não importa o que os outros esperem de você, e que cada indivíduo tem sua peculiaridade, isso não te faz melhor, nem pior que ninguém.

Leva 6 (Seis) sabres de luz na avaliação.

May the movie be with you.

Faço uma menção honrosa ao curta feito pela Disney em 1938, que também conta a história de Ferdinando e foi ganhador do Oscar, e consegue trazer também essa ideia de tolerância e de “ser feliz do seu jeito” em uma época bem diferente (ou talvez nem tanto assim) da que vivemos.

 

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